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– por Sibele Godinho* –

 

Com a passagem do dias das mães, enquanto estamos enternecidos em agradecer o dom da vida à pessoa que mais nos ama no mundo, cabe analisar dentro do ambiente corporativo se temos uma motivação de empresa-mãe ou de empresa-filha. 

Quando balizamos nossa motivação numa empresa encarando-a como uma mãe, contamos com complacência, horários e tarefas bem-definidos, repreensões ocasionais, salário e benefícios garantidos ao final do mês. A tendência é que paire um leve “quê” de insatisfação, como se a mamãe-empresa estivesse sempre nos relegando a segundo plano. Queremos mais benefícios, melhores condições de trabalho, mais reconhecimento e mesmo quando todas estas necessidades são supridas, cabe a empresa-mãe nos manter motivados.

Quando encaramos a empresa como filha, nossa motivação é esfuziante. Sentimo-nos diretamente responsáveis pelos sucessos e fracassos da empresa. Defendemos seu nome, e temos orgulho das suas conquistas. Não queremos que se envolva com empresas sem credibilidade, zelamos para que sua base seja firme e que avance fronteiras realizando feitos grandiosos. A tendência ao encarar a empresa como nossa filha é estarmos sempre satisfeitos e auto-motivados.

Embora existam os que insistem na visão da empresa como mãe, e os entusiastas devotos que vêem a empresa como filha, a empresa moderna prima pela equação do equilíbrio. As instituições têm sim obrigações para com seus colaboradores e estes têm compromissos que vão além das atividades cotidianas. Espera-se da empresa ambiente adequado, políticas de remuneração e promoção bem definidas e ações internas que propiciem a inovação, a criatividade e o desenvolvimento diuturno do colaborador. Mas é justo que o empregado seja proativo, auto-gerido e participativo em questões que vão além da sua “caixinha funcional”, que se exija compromisso full time.

Vencida a dicotomia da empresa-mãe versus empresa-filha entra-se no eixo  do equilíbrio. É aí que empresa e empregado superam a atividade funcional e passam a contribuir com o desenvolvimento sustentável. Ambos movidos pela solidarização do crescimento.

 

*Sibele Godinho é especialista em comunicação organizacional e Coordenadora de Comunicação.

– por Janine Costa* –

 

“Os princípios sobre os quais se erguerão as nossas futuras instituições sociais terão de ser coerentes com os princípios de organização que a natureza fez evoluir para sustentar a teia da vida.” (Fritjof Capra)

Os últimos acontecimentos no Japão são capazes de suscitar não só a nossa perplexidade, mas também a nossa reflexão a respeito da vida em comum no Planeta Terra. Há tempos, áreas de conhecimento estudam e pesquisam as relações existentes entre os seres humanos e a natureza, reconhecendo o valor intrínseco de toda forma de vida, fornecendo uma base filosófica para um novo paradigma científico.

A partir de novas descobertas, passou-se a disseminar no meio científico o denominado pensamento complexo. Surge então, um novo paradigma com uma visão de mundo mais abrangente, que se passou a chamar de visão complexa de mundo. Tal visão mostra que os sistemas que compõem o Universo são, contrariando o equilíbrio e o determinismo newtoniano, sistemas não-lineares e interligados, ou seja, uma enorme teia em que tudo se relaciona com tudo.

Novas perspectivas para a ciência das organizações e novos questionamentos sobre o modelo de gestão mais adequado surgem no sentido de nos adequarmos. Pois a compreensão sistêmica da vida deixa claro que, essa mudança do local para o global é necessária não só para a sustentabilidade das empresas, mas para a sobrevivência no Planeta.

Instala-se aí uma nova ética, para que gestores e líderes possam avaliar se as suas atitudes, ideias e valores se adaptam a teia da vida, passando a perceber si próprio, o outro, as organizações e o mundo, de uma perspectiva menos competitiva e mais cooperativa e sistêmica.

 

Indicação de leitura: As Conexões Ocultas – Ciência para uma vida sustentável. Fritjof Capra

 

 

 

 

*Janine Costa é coordenadora acadêmica da Universa Escola de Gestão, Psicopedagoga Clínica e Institucional, Especialista em Psicodrama e Mestre em Educação.

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