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 – por Rino Neubarth*

Podemos ver constantemente executivos brasileiros assumindo posições de liderança nas mais diversas áreas de negócios pelo mundo. Isso reforça a tradição de que somos, acima de tudo, flexíveis e de fácil adaptação ao ambiente de negócio local.
Para multiplicar executivos de sucesso e forjar novos executivos qualificados no mercado faltam-nos algumas tradições culturais presentes em outras nações, como contribuir para a formação de novos profissionais. Tratando a exceção como foco, o ex-ministro Delfin Neto vai doar o seu acervo literário de mais de 250.000 exemplares para a instituição educacional ao qual fez parte, um exemplo a ser seguido, mas que não reflete a realidade de nossas instituições e de nossos executivos.
 

É comum que as business school do mundo recebam doações de ex-alunos que se revertem em bolsas de estudo para milhares de jovens executivos que não poderiam pagar pelos MBAs e em pesquisas variadas, que geram para o doador abatimentos fiscais. Para exemplificar, a Wharton, escola de negócios da Pensilvânia, realiza a campanha mais ambiciosa da sua história e espera arrecadar até junho de 2012, algo em torno de U$ 3,5 bilhões em doações de ex-alunos.

 Nossos investimentos em pesquisa continuam muito abaixo do necessário e, principalmente, a participação e o envolvimento de profissionais de sucesso, aliado e a gratidão a influencia das instituições de ensino, pode e deve ser incentivado como um dos possíveis motores para alavancar nossas pesquisas. Alardear que estamos sofrendo com a baixa capacidade de mão de obra e com a falta de profissionais qualificados, reflete não só as falhas de nosso sistema educacional em todos os níveis, como o nosso desinteresse em fomentar e até buscar informações do grau de pesquisa desenvolvida em nossas instituições de ensino.

Temos muitos talentos e ótimas idéias, porém só isso não basta. Devemos ter investimento contínuo, direcionado e não podemos achar que o governo deve ser o único a fomentar a educação e o desenvolvimento sem assumir a nossa parcela de participação e responsabilidade.

Pequenas atitudes farão muita diferença no futuro dos jovens que precisam de formação qualificada, fruto de pesquisas de todos os níveis que refletirão positivamente para o futuro do nosso país. Apoiando nossas instituições, como as escolas de negócio que atuam com um modelo de ensino inovador e destacam-se ao ponto de obter reconhecimento nos principais rankings mundiais, estamos gerando a energia certa para um futuro com mais informação e desenvolvimento para todos.

 

*Rino Neubarth é diretor da Universa Escola de Gestão.

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“No mundo do conhecimento, a última coisa a ser percebida, e com muita dificuldade, é a Forma Essencial do Bem (…) Sem ter uma visão desta Forma, ninguém pode agir com sabedoria, seja na própria vida, seja em questões de Estado”.

Platão.

Se você tivesse que escolher um dos temas mais importantes para o gerenciamento de projetos qual deles seria? Comunicação, planejamento, execução, liderança, equipe?

Eu diria que nenhum deles… Para o gerenciamento de projetos, ou para qualquer outra atividade humana, o mais importante é o ‘bom senso’. Aristóteles já dizia a mais dois mil anos, que o bom senso é o “elemento central da conduta ética, uma capacidade virtuosa de achar o meio termo e distinguir a ação correta em determinada situação”.

Por não existir verdade absoluta em qualquer conhecimento ou atividade humana, é preciso que tenhamos discernimento para escolher, entre os recursos que estão à nossa disposição, aquele que melhor se adequa à situação que estamos vivendo e, não obstante a importância em aprender máximo possível sobre técnicas, ferramentas e metodologias em certos momentos temos a impressão de que isso não é o suficiente para uma tomada de decisão rápida e eficaz.

Como o ‘bom senso’ está diretamente ligado à nossa capacidade de pensar, seu conceito nos remete à filosofia que, segundo o wikipédia, “é a investigação crítica e racional dos princípios fundamentais relacionados ao mundo e ao homem”. E para os gestores de projetos que precisam tomar decisões rápidas, que são pressionados por resultados em função de tempo e orçamento muitas vezes bastante limitados, o ‘bom senso’ é particularmente importante.

Assim, sugiro que além de ler o PMBoK, Kerzner, Prado e outros ‘papas’ que nos ensinam modernas e eficientes técnicas de gerenciamento de projetos, que leiam também Aristóteles, Confúcio, Karl Marx, Marilena Chauí, Leonardo Boff e outros mestres que nos ensinam a desenvolver o ‘bom senso’. Com certeza, teremos mais equilibrio para as tomadas de decisões e, por consequencia, melhores resultados em nossos projetos e mais felicidade em nossas vidas.

Como disse o Sr. Luiz Seabra, Fundador da Natura, à revista Época em dezembro de 2008: “Considero importante trazer para o âmbito dos negócios a visão da filosofia clássica. É com o pensar filosófico que poderemos transformar as empresas em organizações que permitam que este século vença os enormes desafios que nossa civilização enfrenta.”

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