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Entre os empregados, cerca de 71% tem ao menos formação superior, 

enquanto entre os desempregados o índice cai para 48,7%

A empresa CATHO, realizou um novo estudo com base na mais recente Pesquisa dos Executivos, e identificou o grau de formação entre os profissionais empregados e desempregados. Conforme aponta a pesquisa, a maioria dos profissionais empregados possuem ao menos o ensino superior, sendo que destes, 15% também já realizou uma pós-graduação. Já entre os desempregados, o índice de formação superior é de apenas 48,7%, o que demonstra maior exigência do mercado quanto à formação dos profissionais.

Para os profissionais que sentem a necessidade de qualificação para garantir uma oportunidade no mercado de trabalho, os cursos mais procurados, além da graduação, estão relacionados a idiomas, para cerca de 13% dos empregados, e 17% dos desempregados. 29% dos empregados e 20% dos desempregados alegam não ter tempo para se dedicar a estes cursos. É importante destacar que as empresas costumam exigir profissionais com boa formação e aprimoramento constante, no entanto 48,8% das organizações não investem na qualificação de seus colaboradores. Quando existe este investimento, normalmente estão relacionados a cursos de curta duração com média de 3 a 4 dias de treinamento.

“Independentemente da carreira, investir em educação continuada é sempre importante, e tanto as empresas, como os profissionais, devem se atentar cada vez mais a este tipo de qualificação. Uma pessoa pode ter desenvolvido diversas habilidades em sua carreira, no entanto um bom curso pode acelerar consideravelmente o seu processo de evolução profissional”, explica Adriano Meirinho, diretor de marketing da Catho Online.

Sobre a Pesquisa

A pesquisa sobre a Contratação, Demissão e Carreira dos Executivos Brasileiros foi realizada no mês de abril de 2011. A análise contou com a opinião de 46.067 participantes, que responderam a um formulário online com 249 perguntas, questionando sobre três dimensões da vida do profissional. Foram levadas em consideração apenas as respostas de profissionais que possuem mais de 16 anos, que trabalham para empresas privadas ou mistas e residentes no Brasil.

Esta pesquisa é realizada pela Catho Online desde 1988.
Fonte: Pesquisa da Catho Online aponta importância da educação na carreira dos profissionais | Catho Blog – Novidades Institucionais da Catho Online

Notícias sobre o assuto apresentam as vantagens e exigências para quem deseja cursar um programa de pós-graduação. Confira nossa seleção de matérias sobre o assunto, a partir de hoje, começando com reportagem da Época Negócios (leia a matéria na íntegra )

VALE A PENA FAZER MBA?

(por Carlos Giffoni)

Os consultores são unânimes em reconhecer as habilidades que um curso como este acrescenta. “Um profissional com MBA está aberto para mudanças e se adapta facilmente a novos projetos. Tem menos medo de arriscar, e de errar. E também tem mais segurança nas decisões, pois elas estão embasadas na sua formação mais completa”, diz Carlos Faccina, consultor de carreira e responsável pelo blog Carreira 2.0, de Época NEGÓCIOS.

Não há dúvida que um MBA é a primeira opção de gestores que querem valorizar “seu passe” no mercado. Os tipos mais populares são em Marketing, Finanças, Recursos Humanos e Contabilidade. Mas como saber qual deles se encaixa melhor no seu currículo? “O objetivo principal de um MBA é ensinar o estudante a olhar a sua área de atuação como um negócio”, diz Juliana Nunes, diretora da Asap, empresa de recrutamento e seleção de executivos. Há cursos mais técnicos, mas na maioria dos casos a grande contribuição dessas especializações é a visão mais ampla do negócio e a capacidade de pensar estrategicamente.

Um MBA não deve ser feito simplesmente pelo modismo. O retorno profissional deve ser avaliado criteriosamente. Se esse não for o seu caso, talvez seja melhor buscar outro curso de especialização. “Um MBA valoriza a carreira quando o profissional sabe aproveitar o conhecimento adquirido nas experiências de trabalho. O curso sozinho não faz milagre”, diz Edson Rodriguez, especialista em gestão profissional e sócio da Your Life, consultoria que oferece gestão de carreira e finanças.

Ainda que esteja convicto de que o MBA é o melhor a fazer, é importante estar ciente de que este tipo de curso não serve para sanar as limitações de uma graduação mal feita. “Esse espaço é mais dedicado à orientação e aplicação de conceitos do que ao ensino”, diz Faccina. Consultores sobre carreira costumam recomendar esses cursos para profissionais que já tenham experiência no mercado e que almejem um cargo gerencial, se já não o ocupam. “É importante fazer um MBA pelo menos com cinco anos de experiência de trabalho. Só assim você absorverá melhor o conteúdo. O ideal é que a experiência na empresa seja levada para as aulas e sirvam como estudo de caso, e que os conceitos debatidos no MBA possam ser levados para o mercado, simultaneamente”, diz Andrea Huggard-Caine, da consultoria de RH HuggardCaine.

Outro ponto destacado pelos especialistas é a troca de experiências que estes cursos permitem. “Uma situação adversa que um dos alunos tenha vivido pode ser levada para a aula para que todos discutam qual seria a melhor solução”, explica Juliana Nunes, da Asap.

É importante destacar que não há uma regra definida para todo tipo de profissional. Um curso mais técnico pode ser seguido de outro com foco em gestão. Um engenheiro, por exemplo, buscará inicialmente especializações técnicas mais focadas no seu trabalho. Mas ao assumir um cargo gerencial, por mais experiente que ele seja, novos desafios aparecerão, e um MBA em gestão pode ser a melhor opção neste caso. “MBAs são recomendados para quem tem alguma responsabilidade de gestão, já que geralmente 15% das disciplinas são focados em áreas mais técnica, como macroeconomia, estatística e conceitos desse mundo, e 85% são focados em liderança, equipe, desenvolvimento de ideias e produtos, que são competências atreladas ao trabalho do gestor”, diz Faccina. “Um médico dono de uma clínica não entende de administração. Um advogado dono de escritório não sabe, necessariamente, administrá-lo. Eles podem fazer um MBA”, afirma.

Época Negócios (leia a matéria na íntegra )

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