– por Janine Costa*-

A empresa é um organismo?

Outro dia me deparei com o questionamento de um aluno a respeito da disciplina intitulada Comportamento Organizacional numa turma de MBA. Ele comentou que achava interessante como uma organização, que, segundo sua visão é algo inanimado poderia possuir comportamento.

Tal comentário provocou a minha reflexão no sentido de compreender que nem todos que atuam em organizações possuem os conceitos necessários para o entendimento de que a gestão é uma área de conhecimento que requer estudos e pesquisas constantes para o auxílio dos gestores. Pois para administrar uma organização é preciso muito mais do que o exercício de funções básicas de gerência, como planejar, organizar e controlar. A concorrência, as exigências do consumidor e as mudanças no contexto socioeconômico requerem habilidades humanas em alto grau de refinamento, para lidar com tais contingências.

A compreensão do comportamento individual e dos grupos em situação de trabalho constitui o campo de estudo do Comportamento Organizacional. De modo particular investiga as questões relacionadas às lideranças e ao poder, às estruturas de grupo e à aprendizagem. Também se dedica a outros temas que afetam os indivíduos e as equipes nas organizações como a percepção, a atitude, os processos de mudanças, os conflitos e o dimensionamento de trabalho.

Os gestores, assim, têm nos estudos proporcionados pelo Comportamento Organizacional, poderosas ferramentas em face à complexidade gerada pela diversidade, globalização, qualidade total e contínuas mudanças ocasionadas pelas alterações rápidas em vários segmentos da sociedade. Por isso, tal disciplina é ofertada no MBA Executivo e no MBA em Gestão e Planejamento Público da Universa Escola de Gestão.

 

*Janine Costa é coordenadora acadêmica da Universa Escola de Gestão, Psicopedagoga Clínica e Institucional, Especialista em Psicodrama e Mestre em Educação.

Para saber mais:

WAGNERA. John. Comportamento organizacional. São Paulo: Saraiva,1999.

ROBBINS, P. Stephen. Comportamento organizacional. São Paulo: Prentice Hall, 2002.