– por Gerson Fogolin* –

 

É cada vez mais comum ouvir que ser profissional de Marketing não é das tarefas mais fáceis. E é verdade. Foi-se o tempo quando havia o glamour de que era uma atividade de vida boa, cheia de festas, premiações e proximidade, nas produções que envolvem rádio e TV, com o mundo das celebridades. Existe sim um lado criativo e até charmoso, mas, além disso, existe o lado administrativo, de prazos e compromissos. O mundo está muito mais complexo e competitivo.

A economia, os mercados e as pessoas mudaram de tal forma que o que você fez hoje de manhã ao acordar, talvez já não tenha mais serventia quando for dormir.

Com isso, vivemos um cenário com poucas referências. Isso acontece por dois motivos:
   • as pessoas não analisam mais nada do que fazem, não avaliam e reavaliam suas atividades e metas e, para piorar
   • ficam apagando incêndios do dia a dia e deixam de pensar no futuro da empresa.

O primeiro problema é clássico. É como não avaliar qual dos 50% da verba de publicidade está sendo jogada no lixo. Há uma cultura entre muitos profissionais de Marketing de não analisar nada. E, por isso, o departamento perde cada vez mais credibilidade, quando deveria ganhar ainda mais importância. Além de planejar bem, é preciso entender o que deu certo e errado e o porquê.

Hoje vive-se uma cultura de repetição e de surfar nas ondas do momento. Investindo em projetos e em formatos de comunicação tradicionais cujo resultado é sempre o mesmo. Frase do consultor Vicente Falconi: “Quem nunca errou é porque não está tentando fazer nada de diferente”. Mas para inovar é preciso que a empresa esteja funcionando como um relógio.

O operacional tem que funcionar como a nossa circulação sanguínea, ou seja, não pode haver problemas em produtos e falhas em serviços, não podemos ficar passivos com percepções que existem mas não mudam: “A rotina da empresa não está bem estabelecida” e com isso deixamos de mudar o sentido das coisas.

Como nos lembra Falconi: “É muito difícil ter melhorias concretas se você não tiver uma operação excepcional. Se não mudar a operação, o resultado não muda”.

 

*Gerson Fogolin é administrador de empresa, especialista em marketing e coordenador de marketing da Fundação Universa.