– por Janine Costa* –

 

No atual momento político brasileiro vivenciamos um marco, pela primeira vez na história do nosso país, uma mulher ocupa a Presidência da República. No entanto, a participação de mulheres nos conselhos de administração das 20 maiores empresas públicas brasileiras não passa de 5%, apesar de ocuparem quase a metade das vagas do mercado de trabalho do País.

Interessante analisarmos que no mercado corporativo a presença feminina já ocupa um papel mais significativo, inclusive nas lideranças. Segundo estudo divulgado em setembro de 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 25,7% das mulheres têm hoje um salário igual ou maior do que o marido no Brasil. No entanto, sabemos que ainda é necessário percorrermos um caminho para que a suposta igualdade ideal se faça presente no mundo de trabalho.

Pensando nisso, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) recentemente aprovou o projeto da senadora Maria do Carmo (DEM-SE) que torna obrigatório a participação de mulheres nos conselhos de administração das empresas públicas e sociedades de economia mista, suas subsidiárias e demais empresas em que a União detenha a maioria do capital social com direito a voto.

A proposta prevê que o preenchimento dos cargos seja gradual, chegando a 40% em 2022. Determina, ainda, que até 2016, 10% desses cargos serão ocupados por mulheres e que até 2018 a “ocupação” feminina atinja a faixa dos 20%, passando a 30% até o ano de 2020.

Esperamos que a presença feminina no cotidiano do trabalho continue crescente no sentido de somar esforços para o desenvolvimento das organizações. Os dados estatísticos nos apontam para aspectos e conceitos ainda a serem desenvolvidos para alcançarmos os ideais de democracia e cidadania que precisam pautar nossas ações.

 

*Janine Costa é coordenadora acadêmica da Universa Escola de Gestão, Psicopedagoga Clínica e Institucional, Especialista em Psicodrama e Mestre em Educação.