– por Janine Costa* –

 

“Os princípios sobre os quais se erguerão as nossas futuras instituições sociais terão de ser coerentes com os princípios de organização que a natureza fez evoluir para sustentar a teia da vida.” (Fritjof Capra)

Os últimos acontecimentos no Japão são capazes de suscitar não só a nossa perplexidade, mas também a nossa reflexão a respeito da vida em comum no Planeta Terra. Há tempos, áreas de conhecimento estudam e pesquisam as relações existentes entre os seres humanos e a natureza, reconhecendo o valor intrínseco de toda forma de vida, fornecendo uma base filosófica para um novo paradigma científico.

A partir de novas descobertas, passou-se a disseminar no meio científico o denominado pensamento complexo. Surge então, um novo paradigma com uma visão de mundo mais abrangente, que se passou a chamar de visão complexa de mundo. Tal visão mostra que os sistemas que compõem o Universo são, contrariando o equilíbrio e o determinismo newtoniano, sistemas não-lineares e interligados, ou seja, uma enorme teia em que tudo se relaciona com tudo.

Novas perspectivas para a ciência das organizações e novos questionamentos sobre o modelo de gestão mais adequado surgem no sentido de nos adequarmos. Pois a compreensão sistêmica da vida deixa claro que, essa mudança do local para o global é necessária não só para a sustentabilidade das empresas, mas para a sobrevivência no Planeta.

Instala-se aí uma nova ética, para que gestores e líderes possam avaliar se as suas atitudes, ideias e valores se adaptam a teia da vida, passando a perceber si próprio, o outro, as organizações e o mundo, de uma perspectiva menos competitiva e mais cooperativa e sistêmica.

 

Indicação de leitura: As Conexões Ocultas – Ciência para uma vida sustentável. Fritjof Capra

 

 

 

 

*Janine Costa é coordenadora acadêmica da Universa Escola de Gestão, Psicopedagoga Clínica e Institucional, Especialista em Psicodrama e Mestre em Educação.