– por Sibele Godinho –

As mudanças organizacionais são imprescindíveis para a sobrevivência das instituições no mercado, mas os funcionários as temem e muitos as encaram com morosidade.  A solução para o impasse é mais acessível do que se imagina: comunicar.

É necessário manter a qualidade dos produtos e serviços, reinventando-os constantemente sem mexer nas características que lhe atribuem à credibilidade e predileção do público.  Para manter-se viva e ascendente  a empresa precisa adequar e modernizar tecnologias, investir em formação continuada e buscar a melhoria dos processos. Entretanto, as mudanças raramente são bem-vindas para o corpo funcional.

O primeiro passo para os gestores é entender  o temor da mudança.  Ele pode estar ligado a profundas questões da cultura organizacional como  a perda recorrente de privilégios, ser reflexo da ausência de confiabilidade  nas decisões da chefia  ou ainda reflexo de uma consciência tácita de que “não vai dar certo”, “não vai mudar nada”.  A ansiedade pode ser uma resistência à quebra da rotina, ou o mais comum, o temor do desconhecido materializado em questões práticas: vou perder meu emprego? Vou ter que trabalhar mais? Vou ter que obedecer a este novo personagem? E se eu não me esforçar pra aprender esta nova ferramenta?  E se eu não atingir a meta?

Ao comunicar o que é a mudança, qual o seu objetivo, qual o tempo planejado para sua implementação, como será aplicada, como será exigida,  quais os resultados esperados e qual o papel de cada um no novo cenário, esvaziam-se as especulações abrindo espaço para que o novo traga as  melhorias desejadas.

Para atingir com profundidade a toda instituição deve-se  usar os meios formais de comunicação, tais como informativos internos, murais e emails corporativos, bem como usar as paredes informais da hierarquia funcional, informando aos catalisadores setoriais de toda empresa. Mudar sem comunicar é traumático e potencialmente inviável.

 

*Sibele Godinho é especialista em Gestão da Comunicação nas Organizações