Por Nihad Bassis –

Já faz algum tempo que utilizávamos um só browser para acessar a web. Bons tempos. Nos dias de hoje podemos tranquilamente perguntar: quem já não teve problemas quando o seu internet-banking implementou um novo sistema de segurança? Inúmeras pessoas possuem em seu computador vários browsers para necessidades distintas, um para acessar seu banco, outro para seu webmail, mais outro para seu facebook e assim vai… uma infinidade de softwares para acessar os sistemas e serviços da internet.

E comprar uma passagem aérea no site de uma empresa? Adivinhem? Temos empresas que o processo de compra de passagens só funciona por inteiro se utilizarmos o Firefox, já a empresa concorrente  só funciona no Internet Explorer. Pergunto-me se a inovação de qualquer site ou portal é de fato estudada quanto a questões de acessibilidade, usabilidade, barreiras tecnológicas, entre tantos outros complicadores, que devem ser pensados para que o modelo do negócio não fique em risco. Em outras palavras inovar também pode trazer riscos altíssimos aos modelos de e-commerce e serviços web.

Entre alguns usuários mais conformados ainda há os que aceitam o desafio de aprender a utilizar um browser totalmente “fora da caixa”, pois suas teclas de atalho, suas guias de navegação, a disposição de seus menus e a forma de uso são totalmente diferentes das ferramentas mais conhecidas no mercado. Passado o período de adaptação, vem a infeliz conclusão: a medida que utilizamos mais e mais os recursos da web, temos maiores demandas no uso de ferramentas de navegação. Mas e o padrão?  O padrão mínimo de garantir o acesso e uso efetivo dos serviços e não só de navegação? Isso vai levar algum tempo…