Por Janine Costa

Existe um trecho no livro “Alice no País das Maravilhas” muito interessante quando o Gato, em um diálogo com a Alice, informa que, se ela não sabe para aonde quer ir, qualquer lugar servirá. Atualmente muito se fala de planejamento, de previdência e de se assegurar o futuro. E é certo que, quando há indecisão, a trajetória pode tornar-se mais demorada. No entanto, a ânsia em se planejar o futuro pode paralisar as ações presentes, porque o controle total da situação não é possível.

O controle que se alcança com o planejamento correto pode diminuir, e muito, alguns erros no processo. No entanto, a vida é conhecida pelas adversidades, pelos seus mistérios e seus imprevistos. Para isso, até criou-se uma nova área de conhecimento que se intitula Gestão de Riscos. Especialistas no assunto tentam quantificar e especular o que pode acontecer que impeça o resultado esperado.

Porém, após todo planejamento e especulações, existe algo que a ciência não quantifica, não é controlável e não há estatística que a comprove. Ela se encontra no terreno subjetivo e é mais conhecida pelo senso comum, por meio da palavra fé. Seria o valor atribuído à situação de que as coisas acontecerão de maneira satisfatória. É acreditar em si mesmo, nas pessoas, no projeto e na vida. Portanto, a verdadeira gestão conta, ao final, com a crença de que o resultado do esforço empreendido pelo trabalho será auxiliado também pela própria dinâmica da vida. Somente, a partir daí, que é possível dar o primeiro passo rumo ao sucesso.