Por Janine Costa – coordenadora acadêmica da Escola de Gestão-

O mundo corporativo parece que compreendeu que o atual cenário exige novas maneiras de pensar, novas pessoas, novos perfis e novas competências. E, dentro dessa inovação, encontra-se a colaboração entre o líder e sua equipe na busca de excelência profissional.

Embora a maioria dos líderes considere o trabalho em equipe importante e invista para que tenha sob o seu comando um time de alta performance, muitos deles apresentam dificuldades em trabalhar de forma colaborativa. Tal aspecto pode ser o resultado de um mercado competitivo que contribuiu para um processo de formação individualista que enxerga seus colegas como adversários, produzindo, assim, profissionais inseguros com a competência alheia.

Tais aspectos colaboram para a criticidade e o ambiente de pouca produção conjunta, prejudicando o empenho da equipe no cotidiano de trabalho e na busca de soluções. Mais do que apenas atuar como uma equipe nas crises, as altas lideranças devem estimular o trabalho de forma colaborativa para aproveitar as melhores oportunidades.

Para isso, os líderes precisam buscar uma abordagem de atuação em que o reconhecimento das competências de seus liderados produza mais estímulo do que controle, mais segurança do que anseio. Tal aspecto só é possível quando o líder obtém um bom conhecimento de si próprio, de suas habilidades e de suas limitações. Assim, sua atuação com o outro se torna mais harmônica, com menos projeções e com a capacidade de buscar aspectos individuais no grupo que se tornem complementares na equipe. 

Liderar de forma colaborativa é reconhecer que as características pessoais não se sobrepõem, mas, muitas vezes, complementam-se. É ter a visão organizacional sistêmica de que as partes se encontram para colaborar e, assim, produzir, transformar e evoluir conjuntamente.