Entre 100 e 120 profissionais da rede de acolhimento do DF receberão curso de capacitação em 2010

Os profissionais que atuam no sistema de proteção e garantia de direitos de crianças e adolescentes no DF terão a oportunidade de participar da Capacitação para a Rede de Acolhimento de Crianças e Adolescentes. Durante todo o ano, quatro turmas de 28 alunos serão beneficiadas com as oficinas, voltadas para necessidades e questões do cotidiano do trabalho de acolhimento.

A Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República publicou em 2009 uma chamada pública para selecionar propostas que melhor se adequassem à necessidade de aprimorar o trabalho dos agentes de acolhimento no DF. O projeto de Capacitação para Rede de Acolhimento de Crianças e Adolescentes, desenvolvido pela Fundação Universa, foi escolhido.

Professora Dirce França ministrando a aula inaugural da segunda turma do curso

De acordo com Dirce França, assistente técnica do projeto, são três objetivos a serem seguidos: entender o caráter de excepcionalidade do abrigamento; garantir que o abrigamento seja de qualidade; e batalhar para que ele seja o mais breve possível, possibilitando um trabalho com a família de origem, para que a criança possa retornar ao lar.

As inscrições para o curso, que é gratuito, foram feitas pela internet. O número de interessados excedeu a quantidade de vagas, mas a Professora Dirce deixou claro que a escolha foi cuidadosa: “Demos preferência aos profissionais que trabalham, de fato, na rede de acolhimento e proteção. Ou seja, nos abrigos, conselhos tutelares, vara da infância, promotoria, CREAS, CRAS…”

Walquíria Ribeiro, aluna da segunda turma do projeto, demonstra suas expectativas: “Além de aprimorar meu trabalho com as crianças, o curso vai me ajudar a fazer contatos e conhecer a experiência de pessoas que trabalham na área”. Ela afirmou, ainda, que vai compartilhar o conhecimento: “Sou uma das coordenadoras da OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público)e com certeza eu vou passar para a equipe o que eu aprender aqui”.

Alunas da segunda turma na oficina do dia 5 de maio

Por que abrigar
Em pesquisa realizada durante a elaboração do Plano Distrital de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes à Convivência Familiar e Comunitária, foram identificadas 850 crianças e adolescentes abrigados no DF. Os principais motivos de abrigamento são: pobreza (22% dos casos), abandono dos pais ou responsáveis (16%) e dependência química (12%).

Para saber mais, acesse a página do projeto.