O professor Nihad Bassis iniciou sua palestra, no dia 08 de Abril, dizendo que, no Brasil, ainda carecemos de literatura específica sobre a Economia 2.0. O assunto ainda é pouco explorado e as dúvidas são muitas.

Para evidenciar a importância da internet nas relações interpessoais, o professor comentou acerca da grande quantidade de pessoas que já estabeleceram um relacionamento afetivo a partir de um primeiro contato online. Isso exemplifica a mudança da relação do “eu” com a sociedade: “Se até o modo de se relacionar afetivamente muda, será que não haverá mudanças nas empresas?”

A resposta é sim. No Brasil, ainda estamos aprendendo a gerenciar projetos virtuais, mas na Europa e no Canadá eles já passaram desse estágio: Atualmente eles discutem como desenvolver e avaliar os projetos.

Nihad comentou que a Índia é o melhor lugar para a terceirização de trabalhos em TI. Ele relatou o quanto os indianos estão preparados para receber os projetos virtuais, contando a facilidade com que é possível entrar em contato com eles e a agilidade com que enviam um orçamento e executam o trabalho solicitado – além, é claro, do custo extremamente baixo. Ainda sobre a relação com estrangeiros, o professor defende que o domínio da língua inglesa é imprescindível.

A Economia 2.0 se caracteriza, então, pelo sumiço de fronteiras – do trabalho, da nação e do dinheiro.

Trabalho em casa

Nihad mostrou que a idéia de trabalhar em casa ainda não está difundida no Brasil. Em países como o Canadá, por outro lado, sempre que possível os gestores permitem que seus funcionários executem suas funções fora das instalações da empresa. Cada vez mais, a importância está no resultado.

Essa mudança é interessante inclusive para a redução de custos nas empresas. Funcionários trabalhando em suas residências significam menor necessidade de metros quadrados, redução no aluguel, na quantidade de móveis, de hardware, etc.

Além disso, segundo dados do livro “Fazendo do teletrabalho um realidade”, o mecanismo afeta positivamente os funcionários. Aqueles que trabalham à distância, comparados com os colegas que trabalham na sede da empresa, se sentiram mais livres, mais criativos, perceberam grande melhoria na vida pessoal, melhoria na vida profissional, e mais independência. O único ponto negativo percebido foi a visibilidade – quem trabalha em casa tem a sensação de não ser lembrado.

Trabalhar em casa, entretanto, não é para qualquer um. É necessário desenvolver muita disciplina e organização.

Uma dica foi o site oDesk, que funciona como um mediador entre o freelancer e o cliente que precisa de um projeto.

Nihad defende que hoje é possível viver 100% online. A dinâmica da vida atual exige que as pessoas sejam 2.0 – sempre mais conectadas.