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- por Janine Costa* -
Aprendizagem ainda se apresenta como um termo recente no vocabulário de negócios. Verbos como planejar, treinar, decidir e controlar são comuns na área de gestão, no entanto, aprender ainda é uma palavra pouco utilizada. O desenvolvimento de competências e habilidades por meio de capacitação, ainda é considerado por algumas organizações, como um processo em que o próprio funcionário tem a obrigação de buscar por conta própria. Nessa perspectiva, o desenvolvimento de pessoas é desconsiderado como responsabilidade da organização.
Entretanto, o cerne da filosofia de renovação consiste no reconhecimento da aprendizagem como elemento fundamental para o desenvolvimento organizacional. A criatividade, a capacidade de mudança e o dinamismo são características de organizações que proporcionam possibilidades de aprendizado aos seus colaboradores. Portanto, pesquisas comprovam que empresas que assumem o este papel frente à educação de sua equipe, caminham à frente em termos de qualidade.
Daí nasce uma necessidade estratégica de parcerias com instituições de ensino, no sentido de possibilitar aos profissionais da educação, que detém uma visão pedagógica, a condução do aprendizado organizacional. Estruturar internamente a capacitação e desenvolvimento de pessoas com momentos de aprendizado por meio de cursos in company, ou por convênios com cursos de especialização, é caminho certeiro rumo ao sucesso.
*Janine Costa é coordenadora acadêmica da Universa Escola de Gestão.
É comum que as business school do mundo recebam doações de ex-alunos que se revertem em bolsas de estudo para milhares de jovens executivos que não poderiam pagar pelos MBAs e em pesquisas variadas, que geram para o doador abatimentos fiscais. Para exemplificar, a Wharton, escola de negócios da Pensilvânia, realiza a campanha mais ambiciosa da sua história e espera arrecadar até junho de 2012, algo em torno de U$ 3,5 bilhões em doações de ex-alunos.
Nossos investimentos em pesquisa continuam muito abaixo do necessário e, principalmente, a participação e o envolvimento de profissionais de sucesso, aliado e a gratidão a influencia das instituições de ensino, pode e deve ser incentivado como um dos possíveis motores para alavancar nossas pesquisas. Alardear que estamos sofrendo com a baixa capacidade de mão de obra e com a falta de profissionais qualificados, reflete não só as falhas de nosso sistema educacional em todos os níveis, como o nosso desinteresse em fomentar e até buscar informações do grau de pesquisa desenvolvida em nossas instituições de ensino.
Temos muitos talentos e ótimas idéias, porém só isso não basta. Devemos ter investimento contínuo, direcionado e não podemos achar que o governo deve ser o único a fomentar a educação e o desenvolvimento sem assumir a nossa parcela de participação e responsabilidade.
Pequenas atitudes farão muita diferença no futuro dos jovens que precisam de formação qualificada, fruto de pesquisas de todos os níveis que refletirão positivamente para o futuro do nosso país. Apoiando nossas instituições, como as escolas de negócio que atuam com um modelo de ensino inovador e destacam-se ao ponto de obter reconhecimento nos principais rankings mundiais, estamos gerando a energia certa para um futuro com mais informação e desenvolvimento para todos.
*Rino Neubarth é diretor da Universa Escola de Gestão.


