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Especialista em empreendedorismo defende a aproximação de empresas e instituições de ensino.

Confira matéria da revista Ensino Superior:

Com atuação nos Estados Unidos, Europa e Oriente Médio, o professor Shaker A. Zahra, especialista em empreendedorismo e política nacional, focado especialmente em companhias globais de base tecnológica, discursa com propriedade sobre os benefícios proporcionados pela parceria entre instituições educacionais e comunidades empresariais. Para ele, estimular a educação empreendedora é fator primordial para o desenvolvimento de um país. “Não adianta ter independência política se não houver independência econômica. Promover o diálogo entre a política e a economia gera a criação de empregos, contribui para a qualidade de vida e proporciona o desenvolvimento da indústria nacional”, afirma.

Chefe do departamento Robert E. Buuck de empreendedorismo da Universidade de Minnesota, Zahra veio ao Brasil como palestrante convidado do VII Encontro de Estudos sobre Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas, ocorrido em Florianópolis, onde recebeu a reportagem da Ensino Superior à beira da Lagoa da Conceição para esta entrevista. Bem-humorado e preocupado com a aparência nos registros fotográficos, o egípcio radicado nos EUA aponta ainda alguns rumos para o empreen­dedorismo no ensino superior.

Ensino Superior: O que a educação empreendedora pode significar para o desenvolvimento de um país em médio e longo prazos?
Shaker A. Zahra: Essa é uma questão muito clara. Não adianta ter independência política se não houver independência econômica. Promover o diálogo entre a política e a economia gera a criação de empregos, contribui para a qualidade de vida e proporciona o desenvolvimento da indústria nacional. As economias emergentes estão focadas nisso. Pensam no que podem fazer diferente, ou melhor, ou mais barato, comparado às companhias consagradas. As firmas indianas estão fazendo isso, assim como as brasileiras e as egípcias. O mercado global não é um lugar imaginário, existem diferentes espaços e você tem de achar o lugar onde possa se estabilizar. É o mesmo que a Coreia fez há 20 anos e o Japão antes ainda. Centraram em duas ou três coisas que podiam fazer bem e desenvolveram com qualidade. Então, a partir daí, começaram a nacionalizar e incentivar outros setores industriais.

Qual o melhor momento para levar o empreendedorismo aos estudantes?
Algumas instituições de ensino médio nos EUA levam seus alunos para conhecer universidades, por algumas semanas durante as férias escolares. Eles ensinam o processo de criar uma companhia com moeda fictícia para investimento e tudo. Isso é uma coisa muito valiosa: primeiro, porque mostra que o processo de criação de uma empresa não tem nada de assustador; segundo, aumenta a autoestima e o respeito próprio; e, por último, ensina o mais cedo possível os processos de criação de novos negócios. Em nossa instituição temos um concurso em que alunos do ensino médio formam grupos para colocar em prática ideias de empreendedorismo. A finalidade é que eles trabalhem em conjunto, diminuam os próprios preconceitos e, claro, também possam desenvolver o próprio negócio em um futuro próximo.

E se aparecerem boas ideias?
Na universidade em que trabalho existe a Minnesota Cup, um evento anual que recebe cerca de 400 projetos todo ano, sempre direcionados à comunidade local. Os mais bem colocados ganham uma boa quantia de dinheiro para colocar as ideias apresentadas em prática. Muitas outras universidades também fazem esse tipo de competição positiva de ideias. Isso estimula as pessoas a criarem. Mesmo que  não ganhem a competição, estão praticando o empreendedorismo, podem procurar melhorar os projetos e tentar fazer dar certo por elas mesmas.

Como a crise mundial influenciou as entidades de ensino superior nos EUA?
Há muitas universidades que estão reavaliando os seus currículos, como algumas liberal art colleges que estão abrindo cursos de negócios também. Ou seja, enquanto um estudante estiver cursando humanas, ele pode ter outras aulas que facilitam a entrada no mercado de trabalho. A economia teve uma abrangente influência no setor e já há uma baixa no número de inclusões nas faculdades mais caras. Por isso, elas adotaram uma política mais agressiva ultimamente, voando além dos oceanos e buscando estudantes estrangeiros, que pagam mensalidades mais caras. Isso equilibra as contas sem influenciar os preços e a qualidade do ensino em geral. Mas essa política está sendo incorporada pelas menores universidades também. Há pessoas trabalhando na China que apresentam um leque de folhetos de diferentes universidades americanas, para todos os gostos e preços, oferecendo vagas.

O objetivo dessa expansão seria então econômico?
No Marrocos, por exemplo, também estão estabelecidas universidades como Duke e Berkeley, entre outras. Um dos motivos é se aproximar de mercados diferentes e em crescimento, como em Cingapura – que é um grande centro tecnológico. Isso proporciona ao pesquisador ir de um lugar a outro mais facilmente, sempre em contato com a instituição para a qual trabalha. Há também, é claro, a questão econômica. Existem muitos jovens talentosos que não podem ir até os Estados Unidos, mas gostariam de estudar naquelas faculdades.

Para fazer esse tipo de ação expansiva, ter algum tipo de parceria com governos ou instituições locais é fundamental?
Acredito que sim, porém com ressalvas. A universidade em que trabalho está dedicando muitos esforços à Índia. Trabalhamos com o governo local, além de manter parcerias com duas instituições daquele país, para melhorar o nosso relacionamento, reduzir custos e crescer mais rápido. Abrimos uma via para que alunos e professores de lá possam vir para a nossa faculdade fazer pesquisas, da mesma maneira que nós podemos ir até lá. Mas isso não quer dizer que será uma operação bem-sucedida.

Qual a fórmula das universidades norte-americanas para manter o alto nível de ensino com um preço mais acessível?
É muito importante conectar a instituição de ensino com a comunidade empresarial, oferecer bons programas por meio de parcerias, e fazer esses empreendedores sentirem que estão contribuindo para a construção de uma grande instituição. Fazê-los perceber que a grande qualidade do ensino local carrega a boa imagem da comunidade à qual eles pertencem. Essa interação é a grande chave. A segunda questão é a experimentação da mistura de diferentes métodos de ensino superior. Nos EUA, nós temos as faculdades tradicionais de pesquisa, as que oferecem apenas serviços e a relativamente nova experiência das engaged scholarship – método interdisciplinar que envolve o membro do corpo docente em parceria recíproca com a comunidade, e integra as funções docentes, pesquisa e serviço. O que se pode fazer é juntar as experiências numa mesma instituição que poderá proporcionar custos mais baixos enquanto garante uma ótima qualidade de ensino.

O valor da arrecadação oriunda de doações de ex-alunos é bem considerável nos EUA. Como explorar melhor essa cultura no Brasil?
O recurso financeiro para a criação do cargo que ocupo, por exemplo, surgiu de uma doação de um ex-aluno da universidade, que, após se formar, criou uma empresa e teve muito sucesso. Existem outras pessoas como ele que têm plena consciência de que estão fazendo um grande negócio ao criar um vínculo com uma faculdade, mantendo-se perto de novas ideias e novas pesquisas. Também temos uma política de futuro empreendedor. Trazemos ex-alunos que criaram empresas de sucesso para ensinar e monitorar os estudantes, proporcionar uma troca de informação entre gerações. Os próprios empresários adoram tal experiência porque, quando ainda eram estudantes, alguém fez isso por eles e essa cultura de contribuir com a universidade prolifera para futuras gerações.

Como um empreendedor educacional pode avaliar a qualidade da instituição?
Um dos fatores mais importantes é procurar saber quem contrata seus graduados, que tipo de emprego e salário são pagos. Falar diretamente com o empresário que os contratou. E tem de entrevistar mesmo. Saber dos alunos do que gostam, do que não gostam e o que poderia ser mudado. As instituições de ensino sofrem com o que poderia ser uma solução, porque sempre veem os alunos como crianças. Elas gostam dos estudantes, mas não querem saber ou não dão importância para o que pensam. É importante o acompanhamento em longo prazo. Fazer pesquisas periódicas. O que os formados pensam sobre o ensino que acabaram de concluir e, cinco anos mais tarde, voltar a discutir se ainda julgam da mesma maneira. Esse é o melhor jeito de avaliar o que você fez e está fazendo.

Todos sabem da importância das novas tecnologias, mas a fórmula ideal de sua utilização ainda é um mistério para muitas instituições. Como transformar a tecnologia numa aliada do gestor na área da educação?
Nós, gestores da educação, ainda não fomos tão engenhosos na utilização desses recursos. Focamos apenas o uso da tecnologia e não o tipo de mensagem que será enviada a partir dela. Perdemos tempo querendo aproveitar o que ela tem de bom e não nos perguntamos do que os alunos realmente precisam. Este é o motivo pelo qual a tecnologia ainda não tem sido bem aproveitada. Precisamos focar quem vai utilizá-la e de que forma. No caso das empresas, por exemplo, antes de começarem a fazer novos produtos, vão atrás do mercado para saber o que ele quer. Não é necessariamente o melhor jeito, mas pelo menos se têm dicas sobre o que as pessoas esperam que seja feito. Os estudantes devem dar sua opinião sobre o produto e, se o serviço for bem feito, isso fará com que eles levem o nome da instituição adiante.

Entre os empregados, cerca de 71% tem ao menos formação superior, 

enquanto entre os desempregados o índice cai para 48,7%

A empresa CATHO, realizou um novo estudo com base na mais recente Pesquisa dos Executivos, e identificou o grau de formação entre os profissionais empregados e desempregados. Conforme aponta a pesquisa, a maioria dos profissionais empregados possuem ao menos o ensino superior, sendo que destes, 15% também já realizou uma pós-graduação. Já entre os desempregados, o índice de formação superior é de apenas 48,7%, o que demonstra maior exigência do mercado quanto à formação dos profissionais.

Para os profissionais que sentem a necessidade de qualificação para garantir uma oportunidade no mercado de trabalho, os cursos mais procurados, além da graduação, estão relacionados a idiomas, para cerca de 13% dos empregados, e 17% dos desempregados. 29% dos empregados e 20% dos desempregados alegam não ter tempo para se dedicar a estes cursos. É importante destacar que as empresas costumam exigir profissionais com boa formação e aprimoramento constante, no entanto 48,8% das organizações não investem na qualificação de seus colaboradores. Quando existe este investimento, normalmente estão relacionados a cursos de curta duração com média de 3 a 4 dias de treinamento.

“Independentemente da carreira, investir em educação continuada é sempre importante, e tanto as empresas, como os profissionais, devem se atentar cada vez mais a este tipo de qualificação. Uma pessoa pode ter desenvolvido diversas habilidades em sua carreira, no entanto um bom curso pode acelerar consideravelmente o seu processo de evolução profissional”, explica Adriano Meirinho, diretor de marketing da Catho Online.

Sobre a Pesquisa

A pesquisa sobre a Contratação, Demissão e Carreira dos Executivos Brasileiros foi realizada no mês de abril de 2011. A análise contou com a opinião de 46.067 participantes, que responderam a um formulário online com 249 perguntas, questionando sobre três dimensões da vida do profissional. Foram levadas em consideração apenas as respostas de profissionais que possuem mais de 16 anos, que trabalham para empresas privadas ou mistas e residentes no Brasil.

Esta pesquisa é realizada pela Catho Online desde 1988.
Fonte: Pesquisa da Catho Online aponta importância da educação na carreira dos profissionais | Catho Blog – Novidades Institucionais da Catho Online

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