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- por Manoel Alves*

O exercício da gestão, hoje, á a competência em administrar o novo, a mudança, o imprevisto; onde administrar é inovação.

 

A adoção de boas práticas em Governança Educacional demanda engajamento e compromisso dos diferentes atores de cada um dos sistemas educacionais (steakholders), sobretudo dos alunos, pais e outros membros da comunidade em que a escola está inserida.

Os sistemas educacionais, em geral, sofrem de uma resistência crônica à profissionalização dos processos de gestão escolar oriundos e ancorados numa adequada governança educacional.

É urgente começar a assimilar o movimento no qual, cada vez mais, a gestão escolar estratégica, mais do que sobre a primazia da qualidade, do resultado e da rentabilidade, centrar-se-á sobre a agilidade em adaptar-se a novas situações, contextos e demandas. Movimento que pressupõe uma adequada e eficaz governança educacional.

Uma organização educacional deve ser percebida como um organismo em permanente mudança atuando num ambiente também em permanente mudança. Assim, só haverá gestão escolar estratégica e inovadora desde que o sistema ou a organização educacional queira e seja capaz de desenvolver uma avaliação crítica de seus próprios fundamentos teóricos/conceituais (teorias da administração) e operacionais (práticas, rotinas e procedimentos gerenciais), mediante a pesquisa e a implantação de uma adequada e eficaz governança educacional.

Implantar a governança educacional para uma gestão escolar estratégica e inovadora pressupõe: clareza de identidade e objetivos; posicionamento político institucional; planejamento estratégico; pessoas para uma administração competente (formação – capacitação de gestores); demanda/disponibilidade de capital; contínua atualização e desenvolvimento tecnológico. Usando uma metáfora, implantar a governança educacional é como “reformar uma escola”: 1. planejamento (objetivos pretendidos); 2. orçamento (investimento possível – capital); 3. arquiteto (especialistas – consultores externos); 4. operários (gestores educacionais – educadores).

Sem a imediata implantação da governança educacional nestes sistemas e organizações, a sua urgente e inadiável missão de serem o “motor” cidadão e sustentável do desenvolvimento cultural, social e econômico fica irremediavelmente comprometida, deixando às novas gerações um triste legado.

*Manoel Alves é doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Paris. MBA em Gestão de Negócios e Novas Tecnologias pela UFRJ. Professor Adjunto do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da Universidade Católica de Brasília. Consultor da Fundação Universa.
manoel@universa.org.br

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- por Manoel Alves*

A governança é um fenômeno, uma manifestação que emerge nesse novo ciclo do processo civilizatório que se convencionou denominar era da informação ou sociedade do conhecimento.

A sociedade contemporânea brasileira supera, definitivamente, como padrão, todas as relações características das sociedades agropastoril e industrial e encontra-se já mergulhada em um conjunto de relações sociais, políticas e econômicas impactadas por esse novo ciclo civilizatório, com quatro grandes características: velocidade, conectividade, intangibilidade e inovação. Independente de qualquer pessoa, grupo ou organização, Estado ou Nação, essas características estão presentes, são crescentes, são impactantes e o que deve nos mover enquanto educadores e/ou pesquisadores, enquanto interessados e comprometidos com a educação, é compreender cada vez mais como tudo isso impacta a educação escolar e quais as novas estruturas de gestão adequadas para responder a esta realidade.

Governança nasce na e para a esfera pública. Ele aparece pela primeira vez em um documento oficial em 1992, em um relatório do Banco Mundial intitulado Governance and Development, e define governança como a maneira com a qual o poder é exercido na gestão dos recursos sociais e econômicos de um país, visando seu desenvolvimento.

Governança educacional refere-se a como os sistemas e as organizações educacionais são estabelecidas, como nelas o poder é distribuído e exercido, quais as estruturas são empregadas, como ocorre o processo decisório, quais são as responsabilidades formais, qual a relação entre os distintos atores, quais as relações entre os distintos níveis e esferas de autoridade, como se exerce a responsabilidade fiscal, como ocorre o adequado registro e emprego orçamentário, entre tantas outras questões.

Cada sistema educacional, nas esferas pública e privada, imprime padrões próprios de governança educacional, por força das suas particularidades e das relações sistêmicas mantidas como os elementos que os caracterizam como sistema. O papel social da educação e a natureza política de seus recursos, mesmo quando esses recursos estão sob gestão privada, impõem o imperativo da otimização dos recursos disponíveis e foco nos resultados colimados.

*Manoel Alves é doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Paris. MBA em Gestão de Negócios e Novas Tecnologias pela UFRJ. Professor Adjunto do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da Universidade Católica de Brasília. Consultor da Fundação Universa.
manoel@universa.org.br

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